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Pai acusado de matar filho de 2 anos é tornado réu e tem prisão mantida em Sorriso


Por Jaconias Neto

Pai acusado de matar filho de 2 anos é tornado réu e tem prisão mantida em Sorriso

O juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réu Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de matar o próprio filho, Davi Lucca da Silva Lemos, de 2 anos, no dia 2 de janeiro deste ano.

De acordo com a denúncia, a criança foi morta por asfixia dentro da residência do acusado. O crime, segundo o Ministério Público, teria sido motivado por ciúmes da ex-companheira, que já estava em um novo relacionamento.

Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva do réu, destacando a gravidade do caso. Conforme apontado, além de pai, o acusado era o responsável pelos cuidados da criança no momento do crime, o que reforça a condição de vulnerabilidade da vítima.

O pedido do Ministério Público para fixação de indenização mínima de R$ 1 milhão à mãe da criança, por danos sofridos, terá análise em momento oportuno, segundo o juiz.

O caso

Na noite de 2 de janeiro, vizinhos acionaram a polícia após perceberem movimentações estranhas na residência. Segundo relatos, o suspeito teria passado a noite com som alto e, em determinado momento, moradores ouviram barulhos no telhado do conjunto de quitinetes.

Sem obter resposta ao baterem na porta, vizinhos decidiram arrombar o imóvel. No interior da casa, encontraram o homem com uma corda no pescoço, a criança desacordada sobre a cama e uma carta de despedida.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou pai e filho a uma unidade de saúde. O bebê chegou a ser reanimado diversas vezes no Hospital Regional, mas não resistiu. Já o acusado apresentava sinais vitais e também recebeu atendimento médico.

Em depoimento, a mãe da criança relatou que estava separada do suspeito e que havia iniciado um relacionamento com um amigo dele. Após descobrir o novo relacionamento, o acusado teria enviado mensagens demonstrando irritação.

Na carta deixada no local, o réu escreveu que não suportaria ver a ex-companheira com outra pessoa.

O processo segue em tramitação na Justiça.